Saúde

O Direito ao Parto Humanizado Também é Direito ao Nosso Corpo

Há alguns assuntos que me interessam e parecem não pertencer ao mesmo universo, dentre eles está a política e a maternidade. Cada vez que leio sobre a situação da assistência à mulher seja no pré, parto ou puerpério, seja na garantia de equipamentos públicos para a mulher conseguir retomar a vida para além da maternidade fico indignada com a falta de assistência, a violência… A relação intríseca existente entre maternidade e política ficou muito nítida depois que entrei para a realidade de mãe militante, pois mesmo em uma sociedade onde somos criadas para sermos mães e cuidarmos de nossos entes, vistas como reprodutoras e sem assegurado o direito ao nosso corpo quando vamos encarar a realidade da assistência ao parto e ao puerpério vemos o quão cruel a sociedade é conosco, pois no final das contas possuímos quase nula informação sobre sexo, parto e o nosso corpo e como dizer que, por exemplo, hoje há liberdade de escolha em como criar e parir nossos filhos quando estas escolhas são induzidas e feitas por causa de uma severa desinformação?

A mulher no Brasil quando decide por ser mãe também é punida pela sociedade, seja pela falta de creches e uma licença parental que correspondam com as demandas existentes das mulheres e crianças, seja pela violência com que somos tratadas durante o parto. Pra mim no Brasil a mulher não decide se quer ser ou não mãe e quando e como será mãe e foi durante uma conversa em nossa lista que me dei conta o quanto diversos mitos são propagados e nós os reafirmamos como se fossem verdades inquestionáveis e por sugestão da Mari Moscou acabei por escrever este post. Talvez o grande primeiro mito tenha sido mais debatido por conta do parto da Gisele Bündchen no começo do ano passado: Se o parto em casa é arriscado ou não? A esta polêmica acredito que a Dra. Melania Amorim respondeu muito bem em artigo da mesma época, ela apresenta diversas comprovações científicas de que em gravidez de baixo risco o parto em casa é recomendado sim.

O estudo mais recente publicado no British Journal of Obstetrics and Gynecology (2009) analisou a morbimortalidade perinatal em uma impressionante coorte de 529.688 partos domiciliares ou hospitalares planejados em gestantes de baixo-risco: Perinatal mortality and morbidity in a nationwide cohort of 529,688 low-risk planned home and hospital births. Nesse estudo, mais de 300.000 mulheres planejaram dar à luz em casa enquanto pouco mais de 160.000 tinham a intenção de dar à luz em hospital. Não houve diferenças significativas entre partos domiciliares e hospitalares planejados em relação ao risco de morte intrapa rto (0,69% VS. 1,37%), morte neonatal precoce (0,78% vs. 1,27% e admissão em unidade de cuidados intensivos (0,86% VS. 1,16%). O estudo conclui que um parto domiciliar planejado não aumenta os riscos de mortalidade perinatal e morbidade perinatal grave entre mulheres de baixo-risco, desde que o sistema de saúde facilite esta opção através da disponibilidade de parteiras treinadas e um bom sistema de referência e transporte. (AMORIM, Melania. Guia do Bebê)

Para além da polêmica do parto em casa ou não, acabamos envolvidas em diversas outras dúvidas e desinformações que nem percebemos primeiro por que não conhecemos as recomendações da OMS para a assistência ao parto e também não sabermos quais evidências nos levam a uma cesária necessária e quais não. Para mim o que há de mais violento no parto seja a episiotomia e todos os procedimentos que acabam justificando esta intervenção.

LEIA MAIS – http://blogueirasfeministas.com/2011/o-direito-ao-parto-humanizado-tambem-e-direito-ao-nosso-corpo/

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Pesquisa revela hábitos de consumo e saúde da mulher brasileira

Menos da metade das entrevistadas revelou usar camisinha em novos relacionamentos

O levantamento é baseado nas informações da ferramenta Target Group Index e mostra que 80% das mulheres do país acreditam que é importante manter a forma física e que 79% pagariam qualquer preço para manter a saúde. Apesar disso, 65% admitem que, de vez em quando, quebram a dieta pelo prazer de comer alimentos que não fazem bem à saúde.

Um dado preocupante é que apenas 49% admitem usar preservativos em novos relacionamentos. Além disso, 59% das brasileiras dizem que vão ao médico apenas quando se sentem realmente doentes. Esse número, entretanto, ainda é menor do que entre os homens (64%) e a média da população (62%).

Consumo

Em relação aos hábitos de consumo, 69% das brasileiras fizeram compras nos últimos 30 dias. Pelo menos 84% delas preferiram lojas de rua aos shoppings (60%).

Entre as mulheres que foram às compras nos últimos 30 dias, 79% compraram roupas femininas, 61% calçados, 44% roupas para homens e 40% roupas para crianças e bebês. O gasto médio das compras foi de R$ 190,83.

Cerca de 18% das mulheres fizeram compras pela internet.  Foi um aumento expressivo se comparado ao resultado da pesquisa feita em 2010, quando apenas 10% delas afirmaram ter feito compras pela internet. Esse índice, entre os homens, que tradicionalmente fazem mais compras eletrônicas, foi de 24%.

Ao explicar seus hábitos de consumo, as mulheres destacam que sempre procuram ofertas e descontos (82%), que vale a pena pagar mais por produtos de higiene pessoal de boa qualidade (80%), que são fieis à marca quando gostam do produto (70%), que planejam a compra de produtos caros (68%) e que costumam experimentar novas marcas (50%).

O estudo foi realizado nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Brasília e nos interiores de São Paulo e das regiões Sul e Sudeste com pessoas de ambos os sexos das classes AB, C e DE com idades entre 12 e 64 anos. Para este levantamento específico, foram consideradas as respostas de mulheres e homens com 18 anos ou mais, obtidas entre agosto de 2009 e julho de 2010.

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