Mulher e Propaganda

Anos 70/80

Aqui abaixo você encontra algumas propagandas extremamente machistas dos anos 70 e 80. Ali o machismo é escancarado, a mulher colocada no chão, à serviço, objeto. Mas, como diria uma companheira nossa, não se iludam! Já não sabemos o que é pior: esse machismo explícito de antigamente ou o que hoje é mascarado. Temos medo dessas propagandas veladas que, por baixo dos panos, só reafirmam a posição de submissão das mulheres. Sem contar as propagandas de produtos de limpeza, não é? O que me preocupa é o resultado disso tudo a longo prazo. O que hoje é piada ou brincadeira, amanhã resulta em uma mulher espancada. Parece exagero, mas não é.

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A “Capital Moral da Europa” nomeadamente Madrid veio acusar os publicitários, neste anúncio, de suscitar uma deformação da boa moral ou da boa consciência na transmissão da mensagem. Analogicamente, equiparam a mesma, na sua forma mais agravada, à simulação de um ato de violação.

No meu ponto de vista, a imagem publicitária é, na sua maioria, o reflexo de uma cultura, de um conjunto de valores, de regras, de formas de estar e de pensar que caracterizam a nossa sociedade. Neste sentido, caracterizo-a, em primeira instância, pela subjugação, pela submissão contínua, pela desigualdade levada ao extremo, pela diferenciação na construção mental da concepção de gênero.

Deste modo, a publicidade espelha, em muitos casos, o que a sociedade não consegue observar, como é o caso apresentado, pelas mesmas razões de sempre: conformismo nos termos de gênero.

Na realidade, quando há, mesmo que simbolicamente, duas mãos masculinas (uso da força física) e olhares claramente direcionados para o mesmo sentido humano (neste caso, a mulher) é errado não pensarmos que há um ato de simulação representando a agressão, o golpe masculino e consequentemente a mágoa feminina.

Há que repensar o código da “estelização da estética” ( uso da mulher na pubilicidade: a última deve respeitar a dignidade da mulher e não chocar a sensibilidade do público) se for o propósito desta publicidade representar o “belo e o estético”, adequando a realidade à intenção publicitária.

Se for o caso, em nada refuto, senão for há, claramente, uma atitude de violação. Fica aqui o conselho: não caiam na trama de rolar no jogo de que é preciso ter roupa de marca, um perfume de marca [e um nome sem marca] para atrair mulheres e matá-las, mesmo que num processo de imagem lenta.

fonte: http://feministactual.wordpress.com/category/publicidade-e-mulher/

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