03. Encantos e cifras

25.04.2011

por Edmilson Lacerda

Se fizesse um ranking das coisas que mais gosto nesta vida, um top 10 das minhas preferências, eu haveria de listar coisas como: ler um bom livro, tomar banho de mar, trocar idéias com minha filha, comer bem, viajar, superar meus limites pessoais e profissionais.

Nesta lista seguramente apareceria também o gosto pela música e pelas mulheres.  Uma triste realidade, porém, é que o fato de gostar não implica necessariamente que eu seja um expert no tema.

Apesar de pretensamente tocar violão e cantar, tenho que reconhecer que cantando eu sou um ótimo administrador de empresas. Comecei a tocar violão com 29 anos, e até hoje, se tirarem aqueles livrecos de cifras da minha frente a festa acaba. Para minha sorte eu sou canhoto e antes de aprender eu inverti as cordas do violão para tocar do lado contrário. Então, se alguém me oferece um violão, eu simplesmente digo que não consigo tocar porque as cordas precisam estar invertidas. E trato de desaparecer.

E as mulheres? Estas nem se existisse um livrinho eu conseguiria “tocar” direito. Primeiro porque cada uma é diferente da outra e segundo porque todas são absolutamente diferentes de mim, para minha desgraça e meu deleite.

Não me interpretem mal quando faço uso do plural “mulheres”, mas é que usando-o quero realçar todas minhas experiências,  e também incluir duas personagens muito importantes da minha vida nesta análise: minha filha e minha mãe.

A música por si só não me encanta, eu gosto é da letra combinada com a melodia.  Gosto de ouvir e entender o que o compositor queria dizer com aquilo. Tendo a imaginar o estado de espírito da pessoa no momento da criação, isto é realmente fascinante para mim. E um bom intérprete é fundamental.

Já a mulher por si só me encanta.

E música e mulher combinam bem. Querem exemplos? Janis Joplin, Elis Regina, Billie Holiday, Etta James, Cassia Eller, Amy Whinehouse, Dolores Duran, Maria Gadu. E se eu pensar um pouquinho mais nas minhas preferências acrescentaria outras tantas: A Nathalie do extinto grupo Ten Thousand Maniacs é excelente, assim como a Joss Stone.

Se elas tocam ou deixam de tocar um instrumento, isto é apenas um detalhe. Porque cada um tem que achar o seu caminho e fazer o que faz bem e gosta. Acredito que há mais mulheres a frente do microfone do que tocando bateria, por exemplo, porque ela tem uma sensibilidade mais aguçada que o homem, e esta sensibilidade é potencializada em forma de emoção ao cantar.

Mas como eu disse no inicio, não sou um expert nestes assuntos.

E ainda não inventaram as “cifras universais do universo feminino“ para que eu possa praticar e quem sabe um dia tirá-las de ouvido. Se alguém escrever um livro destes, compro na hora. E pago bem!

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