Desabafo e revolta!

Por Suelen Lorianny

Olá a tod@s!

Os programas semanais pararam mas a luta não. Eu continuo com projetos e principalmente com meu TCC que é um livro-reportagem sobre Mulheres e ditadura paranaense. A luta continua e de um jeitinho ou de outro vou arranjar um tempo para vir aqui tirar as teias do Mulheres de Segunda.

Hoje minha vontade é de gritar para o mundo, mas principalmente para o Paraná! Ao ler uma reportagem triste e aterrorizante, lavada com um discurso machista de uma “autoridade”, não sei se me sinto mais fraca e desanimada ou se ela me enche de forças para continuar gritando contra esse sistema opressor que vive a culpabilizar a mulher.

Leia a matéria da gazeta intitulada Paraná é o terceiro estado no ranking da violência contra a mulher.

Quero deixar aqui minha angústia em perceber que ainda aceitamos “autoridades” (e sempre usarei aspas para essa nomeação) babacas, opressoras e machistas. Ouvimos que a culpa é nossa por sermos estupradas, violentadas e traídas. Não fazemos direito o serviço em casa, usamos roupas curtas demais e somos muito “dadas” por aí.

 “As mulheres passaram a frequentar o mundo das drogas e a se relacionar com pessoas erradas. Elas queriam direitos iguais e, quando os conquistaram, não souberam o que fazer. É preciso respeitar as igualdades e desiguldades de cada um” – delegado Rubens Recalcatti, chefe daDelegacia de Homicídios (DH) de Curitiba.

Sério mesmo que ele teve a capacidade de dar um discurso infeliz desse? Eu me sinto mal, sinto nojo de um homem assim e raiva por saber que ele é “autoridade” aqui. Minha intenção era escrever um texto calmo, sem muita revolta e palavras pesadas. Só que não dá.

Somos sempre colocadas no pedestal do erro. Já nascemos erradas pelo jeito né? Afinal, com certeza as meninas, ainda sem completar 1 ano de idade, ao serem violentadas elas tinham culpa. Quem mandou elas ficarem ali chorando com um ar tão sedutor? Ou aos 4 anos, quem disse que ela podia ficar sem camiseta para brincar na praia? Ou aos 16 anos, como que ela anda sozinha em uma rua vazia? Ou aos 25 anos, como que ela pode morar fora da casa dos pais e se relacionar com quantos homens quiser? Ou aos 30 anos ser solteira e realizada sem ter filhos e um marido?

Não gente, eu não estou exagerando. Só estou colocando pontos aqui para lembrar que tudo isso acontece enquanto ficamos aqui escrevendo e nos lamentando.

É por isso que quero convidar a todas e todos a expor seu repúdio contra esse delegado! Vamos nos organizar e mostrar que ele não tem o direito de propagar o machismo e a violência contra a mulher em seus discursos, simplesmente por ser uma “autoridade”.

A carta de repúdio vai ser feita e vamos divulgar aqui. Deixarei tod@s atualizados! Se tiver interesse em contribuir, deixa um recado!

Isso é feminismo –  quando falta força para continuar gritando, as mãos ainda se juntam e o coletivo entra em ação.

 

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Sobre Mulheres de Segunda

Duas mulheres com vontade de mudar a concepção de mulher na sociedade. O nosso site está aqui para esclarecer pequenas dúvidas e para caminhar na luta da liberdade feminina.
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